Scratch Lab permite transferência de dados na filmagem

por Marcelo Krowczuk de Faria
No workflow on set foi utlizado o recém-lançado Scratch Lab versão Mac. Com uma customização especialmente desenvolvida para a câmera Red Epic, o software foi utilizado pela primeira vez no Brasil, já que obtivemos com exclusividade o apoio e suporte da empresa Assimilate e seus colaboradores.

A escolha deste software ocorreu devido a duas características básicas:
– O Scratch Lab é o único programa além do Redcine X capaz de ler nativamente os arquivos R3D 5K (formato gerado pela câmera Red Epic).
– Uma vez que a finalização será no Scratch 6, esse foi o melhor meio de manter as característicAssimilateas de correção onset através de looks/Luts.

Durante as filmagens de “Estereoensaios”, o software possibilitou verificar a estereografia dos arquivos nativamente em tempo real, além de conformar material e harmonizar as cores e exposição entre as duas câmeras Red Epic 5K rodando a 48 fps em timebase de 23.976.

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Impressões sobre a tecnologia de captura de imagens
Eduardo Rabin, primeiro assistente de câmera, Leonardo Maestrelli, segundo assistente de câmera e Jane de Almeida, coordenadora do projeto EstereoEnsaios, dialogam sobre as novas câmeras de captura de imagens em tecnologia 5K, no caso a câmera Red Epic, lançada no final de 2010.

Última locação: Mangueira. Imagens que emocionam




Algumas vezes, imagens dizem mais do que mil palavras…

Fábio Pestana, diretor de fotografia e produtor, e Jane de Almeida, diretora e coordenadora do projeto Estereoensaios junto à RNP, ou seja, a viabilizadora do que se fez nessa semana no Rio, emocionam-se com as imagens da Estação Primeira da Mangueira em 3D no monitor da câmera.

É por essas e outras que dissabores, preocupações e questões surgidas no transcorrer da produção deixam de ter sentido, e tudo que é especial e belo permanece. Inclusive em uma pesquisa ou principalmente nela.

From EstereoEnsaios

From EstereoEnsaios

Tavares Bastos deslumbra com sua carioquice



Equipe ajusta a câmera para gravar bate-bola

O segundo dia de filmagens começou com a ida à comunidade Tavares Bastos, uma favela localizada no morro da Nova Cintra, no Catete, centro do Rio de Janeiro. Com uma vista deslumbrante, a Tavares conquistou a equipe na pesquisa de locação devido a algumas ruelas desembocarem em um campo de futebol cercado por casas verticalizadas.

A câmera segue dois meninos que buscam seus amigos na quadra para bater uma bolinha, a famosa pelada de várzea, o bate-bola, o racha, o baba. Depois, busca o contraste claustrofóbico com a amplitude do céu recortado por telhados irregulares.

Com fios de energia elétrica entrecruzados com estandartes de festas ocorridas, planos e contra-planos foram sendo capturados em 4K 3D. Equipe e imprensa ficaram abismados com a beleza das imagens.

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Em dias de inverno, a luz cedo desaparece. Assim, buscou-se descer o morro em câmera-car, com as Epics dispostas sobre o capô da van em busca da orla do Rio, do aterro, do Museu de Arte Moderna, de Copacabana.

E o almoço foi um autêntico churrasco na laje feito por uma família de moradores, que ajudou a produção. Um clima carioca que não permite à tensão de um projeto experimental a baixo custo com demandas reais, incertezas e receios diversos virem à tona.

09/07 – Primeiro dia de filmagem: aéreas e marítimas

Para aproveitar o sol de um sábado lindo, após dias de chuva e tempo fechado no Rio de Janeiro, a equipe de filmagem foi até o Recreio para pegar o helicóptero que levou a diretora, o diretor de fotografia e o estereógrafo a capturar as primeiras imagens aéreas de “Cinco ou seis ensaios em busca de uma narrativa“.Após uma hora e meia de ajustes da câmera, decolaram.

Preparação e ajustes da Red Epic 5K na Marina da Glória.

Pela tarde, foram direto à Marina da Glória para, de barco, agora capturar a ponte Rio-Niterói, a plataforma de petróleo e outras tomadas que haviam sido feitas na pesquisa de locação e agora foram “prá valer”. Cinco pessoas da equipe foram acompanhando o marinheiro que muito simpaticamente ajudou na busca de ângulos inusitados do Rio de Janeiro. Voltaram extasiados com o cair do sol, felizes com a qualidade das imagens.

No final do dia, antes mesmo de chegar ao hotel, a equipe de pós-produção informou que as imagens do helicóptero – havia a preocupação devido à estabilidade da câmera – estavam ótimas. Um grande alívio.
Imaginem as do barco, então.

From EstereoEnsaios

Estereógrafo chega ao Rio para filmar “Estereoensaios”

Na nublada manhã de 06 de julho desembarcou no Rio de Janeiro o estereógrafo Keith Collea, para trabalhar no filme “Cinco ou seis ensaios em busca de uma narrativa” ou “Estereoensaios” produzindo e supervisionando os efeitos estereoscópicos com equipamentos de última geração.

Keith chegou ao Galeão com 22 cases em equipamentos e muito excesso de bagagem. Graças à ação competente da Alfândega, estereógrafo e equipamentos foram liberados. As câmeras Red Epic em 3D são as mais inovadoras do cinema mundial e é a primeira vez que o próprio estereógrafo as utiliza na produção de conteúdo cinematográfico.

Amanhã, dia 07, será todo dedicado à montagem das câmeras no Rig e sexta-feira terá início a filmagem.

Clique na imagem para ver as fotos da chegada das câmeras Red Epics no Rio de Janeiro.